320 pacientes, zero desistências: os números que surpreendem

O programa de tratamento da obesidade com semaglutida — princípio ativo do Ozempic — na rede pública de saúde do Rio de Janeiro completou dois meses com resultados que surpreendem. No Supercentro de Saúde da Zona Oeste, em Campo Grande, 84% dos 320 pacientes selecionados já perderam peso. Nenhuma desistência foi registrada até aqui.

Quem se inscreve no programa?

O critério é claro: pessoas com IMC acima de 40 (obesidade grau 3, a mais grave) que também tenham diabetes ou comorbidades com alto risco cardiovascular. Não é um programa estético — é clínico, voltado para quem precisa de intervenção urgente.

Maria das Graças: 8,5 kg a menos e uma vida nova

Aos 69 anos, Maria das Graças da Silva foi a primeira paciente a receber a dose, em 18 de março. Saiu de 137 kg para 128,5 kg em oito semanas — 11 cm a menos na circunferência. Os problemas de circulação que a levavam à emergência com frequência? Acabaram.

Mas não é só o medicamento. Graça é acompanhada por psicólogo, nutricionista, médico e educador físico. Aprendeu a comer proteína junto com carboidrato. Deu tchau ao pão francês quotidiano — e não por sacrifício, mas por genuíno desinteresse.

> "Antes, eu não era feliz. Botar uma roupa não me agradava, e não queria sair porque tinha vergonha. Agora, estou muito feliz."

Elma Silva: 8 kg a menos e a família junto

Elma Silva Gonçalves, 44 anos, começou em 25 de março com 141 kg e hoje pesa 133 kg. O IMC caiu de 61 para 57. Mas o mais bonito é o efeito em cascata: os filhos começaram a correr com ela, a filha mais nova quer comer as mesmas coisas que a mãe, e a cunhada também melhorou.

> "Não quero chegar ao ponto de fazer bariátrica. Quero conseguir fazer uma reeducação alimentar. Estou tendo uma força da aplicação, mas e quando ela acabar? Vou ter que me esforçar mais ainda."

Esse pensamento de Elma é fundamental. A semaglutida ajuda, mas a reeducação alimentar é o alicerce de verdade. O remédio é uma ferramenta — o hábito é a mudança permanente.

Modelo multiprofissional: o segredo do sucesso

O secretário de Saúde, Rodrigo Prado, destaca que 38% dos pacientes incorporaram exercícios físicos à rotina. Isso não acontece com pílula — acontece com acompanhamento: psicólogo, nutricionista, médico, educador físico e até acupuntura no mesmo centro.

É exatamente essa abordagem integrada que torna o programa diferente. E é o mesmo princípio que guia o Multi-Fit: suplementação de qualidade combinada com orientação profissional, mudança de hábitos e acompanhamento real. Não existe atalho mágico — existe método.

O que vem agora?

Uma licitação está em andamento para ampliar o estoque de canetas da prefeitura. As empresas entregam propostas nesta semana. Se o programa se expandir, mais pessoas com obesidade grave terão acesso não apenas ao medicamento, mas ao modelo de cuidado completo que está funcionando.

O que isso significa para quem emagrece

Se você está em processo de emagrecimento — seja por cirurgia bariátrica, medicação ou abordagem própria — a lição do SUS do Rio é clara: o remedio abre a porta, mas quem mantém a casa em pé é o hábito. Suplementação correta, alimentação equilibrada e movimento constante formam o tripé que sustenta qualquer resultado de peso.

O Multi-Fit existe exatamente nesse ponto de interseção: apoiar quem está emagrecendo com os nutrientes certos para não perder músculo, não perder energia e não perder o foco. Porque emagrecer não é só tirar peso da balança — é construir saúde de verdade.

A semaglutida continua mostrando benefícios além do peso — um estudo recente revelou que ela também reduz crises de enxaqueca. E quem usa caneta precisa saber que a restrição calórica exige reposição nutricional.

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